segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Doença de Crohn

Doença Inflamatória do intestino
Perturbações crónicas em que o intestino se inflama, provocando muitas vezes cólicas abdominais recorrentes e diarreia.
Abrange habitualmente duas formas principais:
  • Doença de Crohn
  • Colite Ulcerosa
A Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa são Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) distintas, mas apresentam diversas características comuns:
  • São crónicas e idiopáticas
  • Têm etiologia multifactorial, mas com influências genéticas e imunitárias
  • Partilham características epidemiológicas, clínicas e terapêuticas
  • A sua incidência tem vindo a aumentar, nomeadamente em Portugal, sendo mais elevada em zonas urbanas
  • Afectam principalmente adultos jovens (pico antes dos 30 anos)
  • Apresentam períodos de exacerbação e outros de remissão
Epidemiologia da DII
  • Em Portugal, incidência anual de 8-12 casos 100000 habitantes
  • Pico de incidência entre os 15 e os 30 anos (mas com formas de apresentação nas crianças e nos idosos)
                                                                                                                                                           APDI (2005)

A doença de Crohn (enterite regional, ileíte granulomatosa, ileocolite) é uma inflamação crónica da parede intestinal.
A doença afecta tipicamente toda a espessura da parede intestinal. O mais habitual é que se manifeste na porção mais baixa do intestino delgado (íleo) e no intestino grosso, mas pode ocorrer em qualquer segmento do tracto gastrointestinal, da boca até ao ânus, inclusivamente na pele à volta deste
Nas últimas décadas, a incidência da doença de Crohn aumentou tanto nos países ocidentais como nos países em vias de desenvolvimento.
  • Ocorre aproximadamente em igual proporção nos dois sexos;
  • Mais comum entre os Judeus;
  • Tendência para surgir em famílias com história de colite ulcerosa;
  • Quase todos os casos surgem antes dos 30 anos, mas a maioria começa entre os 14 e os 24 anos.
Etiologia da Doença de Crohn

A causa da Doença de Crohn é desconhecida.

3 possibilidades principais:
  • História familiar (factores genéticos: identificado um gene implicado na Doença de Crohn);
  • Disfunção do sistema imunitário;
  • Dieta Alimentar.
Sintomatologia
  • Diarreia crónica;
  • Dor abdominal;
  • Hemorragia gastrointestinal;
  • Fadiga e mal-estar;
  • Perda de peso;
  • Febre e leucocitose;
  • Anemia ferropriva;
  • Anorexia e náuseas;
  • Manifestações extra-intestinais, (O médico pode, na palpação, sentir uma tumefacção ou uma sensação de preenchimento na parte baixa do abdómen)
Fisiopatologia

Lesões na Doença de Crohn
  • Inflamatórias;
  • Estenosantes;
  • Fistulisantes.
Fístulas
  • Cutâneas
  • Entéricas
  • Ano-rectais
  • Outras vísceras







A mucosa afectada está hiperemiada e com focos de ulceração.

Consequências da doença de Crohn
  • Cálculos biliares;
  • Inadequada absorção de nutrientes e depósitos amilóides (amiloidose);
  • Inflamação das articulações (artrite);
  • Episclerite.
  • Estomatite aftosa;
  • Eritema nodoso;
  • Pioderma gangrenoso.
  • Espondilite anquilosante


  •   —Sacroileíte;
  •   —Uveíte;
Efeitos na Cavidade Oral
  •   —Ulcerações aftosas;
  •   —Hiperplasia gengival;
  •   —Edema gengival;
  •   —Fracturas dentárias e mandibulares.
  •        Doença Periodontal Crônica

domingo, 18 de agosto de 2013

Folheto Higiene Oral

Uma grande parte do trabalho de um Higienista Oral passa pela informação passada aos pacientes sobre a saúde Oral e por isso deixo um pequeno folheto sobre a mesma que elaborei nos meus tempos de Faculdade...

sábado, 17 de agosto de 2013

Microrganismo Oral comum pode contribuir para o Cancro do Côlon

Dois estudos publicados recentemente por diferentes grupos de pesquisa têm fornecido novas evidências de que a microbiotica oral é associada ao cancro do côlon. Em particular, os estudos demonstraram que Fusobactérias estimulam respostas imunes negativas e accionam genes do crescimento do cancro, para formar tumores colorectais. Até agora, era desconhecido se estes microrganismos contribuim para a formação de tumores directamente.

No primeiro estudo, que foi realizado na Case Western Reserve University of Dental Medicine, os pesquisadores descobriram que Fusobactérias dependem de uma molécula denominada Fusobacterium adesina A (FadA). Esta é encontrada na superfície destas células bacterianas e ajuda Fusobactérias a anexarem e a invadir células humanas de cancro colorectal, onde eles induzem respostas oncogénicos e inflamatórias para promover a formação do tumor.

"Esta descoberta cria o potencial para novas ferramentas e terapias para tratar e prevenir o cancro colorretal", disse o Dr. W. Yiping Han, professor de periodontia da Universidade. "FadA pode ser utilizado como marcador de diagnóstico para a detecção precoce do cancro do cólon. Além disso, ele pode ser usado para determinar se um tratamento funciona de forma eficaz a reduzir a carga de Fusobactérias no cólon e na boca".

Han e a sua equipa também identificaram um composto que pode prevenir os efeitos da FadA sobre as células cancerosas.

Outro estudo, conduzido em diferentes instituições médicas em Boston, descobriram que Fusobactérias são enriquecidas em adenomas do cólon humanos, tumores benignos, que se podem tornar malignos ao longo do tempo, o que sugere que os microrganismos têm um papel na tumorigénese precoce.

De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, o cancro colorretal é a segunda principal causa de morte relacionada ao cancro nos EUA Em 2009, 136.717 pessoas foram diagnosticadas com cancro colorretal e 51.848 pessoas morreram por causa da doença.

Os estudos, intitulado "Fusobacterium nucleatum Promotes Colorectal Carcinogenesis by Modulating E-Cadherin/β-Catenin Signaling via its FadA Adhesin" e "Fusobacterium nucleatum Potentiates Intestinal Tumorigenesis and Modulates the Tumor-Immune Microenvironment", foram publicados na edição de Agosto da Revista Cell Host and Microbe journal.