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sábado, 5 de outubro de 2013

Mononucleose Infecciosa

A mononucleose infecciosa (MNI) é uma síndrome caracterizada por faringite associada a sintomas gripais, causada pela infecção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) e cuja transmissão provavelmente se dá por via oral-oral (por isso a doença é conhecida pelo nome de “doença do beijo”). O EBV é amplamente disseminado na população, e aparentemente os humanos são os únicos reservatórios. Estudos de rastreamento populacional mostraram soroprevalência de anticorpos anti-EBV em cerca de 90-95% dos adultos; em crianças, a soroprevalência pode chegar a 100% em países em desenvolvimento.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Doença de Crohn

Doença Inflamatória do intestino
Perturbações crónicas em que o intestino se inflama, provocando muitas vezes cólicas abdominais recorrentes e diarreia.
Abrange habitualmente duas formas principais:
  • —Doença de Crohn
  • Colite Ulcerosa
A Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa são Doenças Inflamatórias do Intestino (DII) distintas, mas apresentam diversas características comuns:
  • —São crónicas e idiopáticas
  • —Têm etiologia multifactorial, mas com influências genéticas e imunitárias
  • —Partilham características epidemiológicas, clínicas e terapêuticas
  • —A sua incidência tem vindo a aumentar, nomeadamente em Portugal, sendo mais elevada em zonas urbanas
  • —Afectam principalmente adultos jovens (pico antes dos 30 anos)
  • —Apresentam períodos de exacerbação e outros de remissão
Epidemiologia da DII
  • Em Portugal, incidência anual de 8-12 casos 100000 habitantes
  • Pico de incidência entre os 15 e os 30 anos (mas com formas de apresentação nas crianças e nos idosos)
                                                                                                                                                           APDI (2005)

—
A doença de Crohn (enterite regional, ileíte granulomatosa, ileocolite) é uma inflamação crónica da parede intestinal.
A doença afecta tipicamente toda a espessura da parede intestinal. O mais habitual é que se manifeste na porção mais baixa do intestino delgado (íleo) e no intestino grosso, mas pode ocorrer em qualquer segmento do tracto gastrointestinal, da boca até ao ânus, inclusivamente na pele à volta deste
Nas últimas décadas, a incidência da doença de Crohn aumentou tanto nos países ocidentais como nos países em vias de desenvolvimento.
  • —Ocorre aproximadamente em igual proporção nos dois sexos;
  • —Mais comum entre os Judeus;
  • —Tendência para surgir em famílias com história de colite ulcerosa;
  • —Quase todos os casos surgem antes dos 30 anos, mas a maioria começa entre os 14 e os 24 anos.
Etiologia da Doença de Crohn

A causa da Doença de Crohn é desconhecida.

—3 possibilidades principais:
  • História familiar (factores genéticos: identificado um gene implicado na Doença de Crohn);
  • —Disfunção do sistema imunitário;
  • —Dieta Alimentar.
Sintomatologia
  • —Diarreia crónica;
  • —Dor abdominal;
  • —Hemorragia gastrointestinal;
  • —Fadiga e mal-estar;
  • —Perda de peso;
  • —Febre e leucocitose;
  • —Anemia ferropriva;
  • —Anorexia e náuseas;
  • —Manifestações extra-intestinais, (O médico pode, na palpação, sentir uma tumefacção ou uma sensação de preenchimento na parte baixa do abdómen)
Fisiopatologia

—Lesões na Doença de Crohn
  • —Inflamatórias;
  • —Estenosantes;
  • —Fistulisantes.
Fístulas
  • —Cutâneas
  • —Entéricas
  • —Ano-rectais
  • —Outras vísceras







A mucosa afectada está hiperemiada e com focos de ulceração.

Consequências da doença de Crohn
  • —Cálculos biliares;
  • —Inadequada absorção de nutrientes e depósitos amilóides (amiloidose);
  • —Inflamação das articulações (artrite);
  • —Episclerite.
  • —Estomatite aftosa;
  • —Eritema nodoso;
  • —Pioderma gangrenoso.
  • —Espondilite anquilosante


  •   —Sacroileíte;
  •   —Uveíte;
Efeitos na Cavidade Oral
  •   —Ulcerações aftosas;
  •   —Hiperplasia gengival;
  •   —Edema gengival;
  •   —Fracturas dentárias e mandibulares.
  •        Doença Periodontal Crônica

sábado, 17 de agosto de 2013

Microrganismo Oral comum pode contribuir para o Cancro do Côlon

Dois estudos publicados recentemente por diferentes grupos de pesquisa têm fornecido novas evidências de que a microbiotica oral é associada ao cancro do côlon. Em particular, os estudos demonstraram que Fusobactérias estimulam respostas imunes negativas e accionam genes do crescimento do cancro, para formar tumores colorectais. Até agora, era desconhecido se estes microrganismos contribuim para a formação de tumores directamente.

No primeiro estudo, que foi realizado na Case Western Reserve University of Dental Medicine, os pesquisadores descobriram que Fusobactérias dependem de uma molécula denominada Fusobacterium adesina A (FadA). Esta é encontrada na superfície destas células bacterianas e ajuda Fusobactérias a anexarem e a invadir células humanas de cancro colorectal, onde eles induzem respostas oncogénicos e inflamatórias para promover a formação do tumor.

"Esta descoberta cria o potencial para novas ferramentas e terapias para tratar e prevenir o cancro colorretal", disse o Dr. W. Yiping Han, professor de periodontia da Universidade. "FadA pode ser utilizado como marcador de diagnóstico para a detecção precoce do cancro do cólon. Além disso, ele pode ser usado para determinar se um tratamento funciona de forma eficaz a reduzir a carga de Fusobactérias no cólon e na boca".

Han e a sua equipa também identificaram um composto que pode prevenir os efeitos da FadA sobre as células cancerosas.

Outro estudo, conduzido em diferentes instituições médicas em Boston, descobriram que Fusobactérias são enriquecidas em adenomas do cólon humanos, tumores benignos, que se podem tornar malignos ao longo do tempo, o que sugere que os microrganismos têm um papel na tumorigénese precoce.

De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, o cancro colorretal é a segunda principal causa de morte relacionada ao cancro nos EUA Em 2009, 136.717 pessoas foram diagnosticadas com cancro colorretal e 51.848 pessoas morreram por causa da doença.

Os estudos, intitulado "Fusobacterium nucleatum Promotes Colorectal Carcinogenesis by Modulating E-Cadherin/β-Catenin Signaling via its FadA Adhesin" e "Fusobacterium nucleatum Potentiates Intestinal Tumorigenesis and Modulates the Tumor-Immune Microenvironment", foram publicados na edição de Agosto da Revista Cell Host and Microbe journal.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nova terapia de radiação pode aliviar a boca seca em pacientes com cancro oral


Utrecht, Holanda: Pesquisadores da Holanda provaram pela primeira vez que é possível reduzir os sintomas de boca seca em pacientes com cancro na cabeça e pescoço após radioterapia com dose mínima de radiação. O estudo demonstrou que a irradiação alvo ajudou a manter a função de uma glândula submandibular, em metade dos pacientes.

O estudo envolveu 102 pacientes diagnosticados com cancro orofaríngeo que foram tratados com radioterapia de intensidade modulada (IMRT), uma técnica de irradiação extremamente preciso, controlado por computador 3-D que causa menos danos da radiação para o tecido circundante em comparação com a radioterapia convencional.

O exame dos pacientes de seis semanas a um ano após o tratamento demonstrou que a função de uma das duas glândulas submandibulares pode ser preservada em pacientes com tumores pequenos da garganta, em particular. Os pacientes que receberam uma dose da glândula submandibular de menos de 40 gray (Gy) apresentaram maior produção de saliva e reduziu os sintomas de boca seca em comparação com pacientes que receberam altas doses de radiação.

sábado, 29 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cirurgiões Plásticos removem tumores mandibulares enorme

Em Kijabe no Quénia, um grupo de cirurgiões africanos removeram a maior parte da maxila e da mandíbula de um jovem que estava severamente desfigurado devido a dois tumores mandibulares enormes. O tumor no maxilar obstruia as vias aéreas superiores, enquanto o tumor na mandíbula impedia-o de ingerir o que quer que fosse excepto fluidos.





Link para o artigo:
http://www.dental-tribune.com/articles/content/id/11043/scope/news/region/international#.UMXY9zQp__o.facebook

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Hipnoterapia dentária como alternativa a Anestesia Química

Sharon Waxkirsh , a paciente que se ve neste vídeo é uma Hipnoterapeuta profissionalmente e decidiu antes de uma intervenção dentária realizar a hipnose em vez de anestesia química. O Dr. Richard Casson, o Médico Dentista que realizou o procedimento dentário, também é formado em Hipnose, estando disposto a utilizar este método de anestesia para pacientes que sofrem de ansiedade ou que queiram uma alternativa a anestesia química.


Benefícios da Hipnoterapia dentária para o paciente:

  • Sem efeitos secundários! Após o tratamento não existe dormência ou sensação de desconforto;
  • Não há ansiedade;
  • Sem Agulhas;
  • Pacientes referem sentir menos sentimento de desmaio ou náusea em relação à anestesia química;
  • Pacientes referem sentir menos dor e inflamação;
  • Menos probabilidade de infecção.
Benefíciosda Hipnoterapia dentária para o profissional de saúde oral:

  • O paciente está mais relaxado;
  • Médicos Dentistas referem menos sangramento ao redor da área sob tratamento;
  • Um paciente com menos stress resulta num profissional mais seguro para realizar um tratamento de top.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Saúde Oral vs Saúde Geral

Caros Leitores, mais uma vez insisto que para o bem da saúde geral necessitamos de ter uma boa saúde oral. Deixo mais um excelente exemplo dessa correlação:

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Poster com Mitos e Factos

Na área da saúde oral como em todas as outras existem alguns mitos, que quer queiramos ou não se enraízam nos pacientes e cabe a nós, profissionais de Saúde Oral de os quebrar...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Efeitos do Álcool na Boca

A Boca é um sistema delicado que tem um equílibrio único designado para manter os dentes saudáveis. A Saliva foi concebida  para neutralizar o ácido ingerido através da alimentação. Álcool em demasia pode perturbar o equilibrio, casusando problemas.

Em 2003 um estudo publicado na "Best Practice and Research Journal for Clinical Gastroenterology" liga vários problemas orais com o excesso de consumo de álcool, incluindo:

  • Gengivite;
  • Úlceras;
  • Redução de produção de saliva;
  • Cáries dentárias;
  • Mucosas irritadas;
  • Infecções orais crônicas devido à presença de micróbios patológicos;
  • Cancro Oral.


A maior parte destes problemas são causados pelo ácido presente no álcool. 

A melhor prevenção destes problemas é a gestão do consumo de álcool. Bochechar sempre a boca comum elixir, sem álcool, após a ingestão de álcool e manter uma boa higiene oral.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Influência do Stress na Saúde Oral


Aqui estão algumas situações em que o stress pode desempenhar um papel na condição de saúdeoral:

  • Aftas: úlceras pequenos no interior da boca, que se acredita que surgem com o aparecimento de uma tensão;
  • Bruxismo: O acto de ranger os dentes ou apertar os dentes inconscientemente, devido a um alto nível de stress ou preocupação;
  • Maus hábitos alimentares / Erosão Dentária: O stress pode causar indivíduos a mudar os seus hábitos alimentares, o que afecta de forma abrangente a saúde oral como como, por exemplo os "snacks" são normalmente mais consumidos (mais açúcar -> mais ácido / mais erosão) e as taxas de fluxo salivar são alteradas / diminuído .
  • A má higiene oral: O stress pode levar as pessoas a re-organizar as prioridades e esquecer medidas preventivas que afectam o estado da sua higiene oral.
  • Caries / Doença Periodonta: O stress é conhecido por correlacionar um aumento do nível de placa na cavidade oral, e auxílio no desenvolvimento de doenças orais comuns.